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Capacete fechado: quanto custa ter cada um

O preço da caixa é só a primeira parcela. O arco soma a viseira de troca e a lente que segura o embaçado, numa escala até R$ 2.800, com preços de outubro de 2026.

  1. Texx Kaiman

    1ª escolha

    Custo de ter, R$ aprox.ade R$ 710 a R$ 950

    • Capacetede R$ 600 a R$ 700
    • Lente Pinlockde R$ 110 a R$ 250
    • Viseira principalnão achamos à venda

    Junta antiembaçante, Pinlock, viseira solar e espaço para intercomunicador.Mais do que um começo pede, e sem medida em cm por tamanho.

    8,0 Índice Vale a Pena proposta

  2. LS2 Rapid

    2ª escolha

    Custo de ter, R$ aprox.ade R$ 730 a R$ 860

    • Capacetede R$ 640 a R$ 770
    • Viseira de trocade R$ 40 a R$ 90
    • Lente Pinlockpreço não achado

    Resolve o embaçado pelo mesmo caminho, com viseira de troca rápida e barata.Custa o dobro do Spike II e não diz o tamanho em cm.

    7,0 Índice Vale a Pena proposta

  3. Peels Spike II

    1ª escolha

    Custo de ter, R$ aprox.perto deperto de R$ 410

    • Capaceteperto de R$ 330
    • Viseira fumêperto de R$ 80
    • Lente Pinlocka Peels não cita

    Bom para começar, mas a Peels não fala em antiembaçante.Tabela em cm, o mais leve dos cinco e peça de troca.

    7,5 Índice Vale a Pena proposta

  4. EBF New Spark

    2ª escolha

    Custo de ter, R$ aprox.ade R$ 310 a R$ 340

    • Capacetede R$ 250 a R$ 280
    • Viseira de trocade R$ 45 a R$ 80
    • Lente Pinlocka EBF não cita

    Barato de ter, mas sem antiembaçante nem Pinlock na página.O mais barato de ter, com selo do Inmetro informado pela EBF.

    7,0 Índice Vale a Pena proposta

  5. Custo de ter, R$ aprox.ade R$ 2.650 a R$ 2.750

    • Capacetede R$ 1.800 a R$ 1.900
    • Viseira de trocaperto de R$ 550
    • Lente Pinlockperto de R$ 300

    Tem tudo, mas no uso diário a viseira risca mais, e cada peça custa caro.O mais caro de comprar e de manter.

    6,0 Índice Vale a Pena proposta

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Capacete fechado: do selo à conta

O arco lá em cima mostra quanto custa ter cada capacete. Ele não mostra o que vem antes do dinheiro: se o capacete protege, se ele veste a sua cabeça e se você vai conseguir rodar com ele fechado no dia de chuva. Esta leitura vai nessa ordem. Primeiro a segurança, depois o conforto, e só no fim a conta.

O selo vem antes do preço

Capacete vendido no Brasil tem de trazer o selo do Inmetro. Ele fica na peça, numa etiqueta, e é a primeira coisa a procurar, antes da cor e antes do preço. O selo diz que aquele modelo foi certificado para ser vendido aqui. Ele não diz se o capacete serve na sua cabeça, se é silencioso ou se a viseira embaça. Essas três coisas ficam por sua conta.

Entre os cinco, cada marca conta a história de um jeito:

  • a EBF informa o Inmetro na página do New Spark;
  • a Texx informa o Inmetro e a ECE 22.06 no Kaiman (a ECE 22.06 é a norma europeia, a mais recente delas);
  • a Shark lista o RIDILL2 na norma europeia e na brasileira, e há registro ativo no Inmetro em nome do importador, citando o modelo e o tamanho 58;
  • a LS2 não fala de certificação na página do Rapid, mas o modelo tem registro ativo no Inmetro;
  • a Peels não cita certificação na página do Spike II.

Página que não cita o selo não quer dizer capacete sem selo. Quer dizer que você confere na loja, com o capacete na mão. Nenhum desses selos foi conferido por nós peça a peça. Peça ao vendedor uma foto da etiqueta, se a compra for pela internet.

Por dentro, a parte que protege é o EPS, aquele isopor duro que amassa para absorver a pancada. A EBF e a Shark dizem que o delas tem várias densidades, mais firme num ponto e mais macio em outro. O casco de fora é ABS em quatro dos cinco. O RIDILL2 usa Lexan, que é marca de um policarbonato, outro tipo de plástico rígido.

E um aviso que vale para os cinco: capacete que já caiu ou bateu pode ter o EPS amassado por dentro, sem marca nenhuma por fora. Por isso a gente não recomenda capacete usado, por mais barato que seja. Você não tem como saber a história dele.

Nome igual, capacete diferente

O segundo risco de segurança está no anúncio. Três dos cinco têm um irmão de nome quase igual:

  • o EBF New Spark tem o New Spark Jet, que é aberto, sem queixeira. Para quem quer capacete fechado, é outro produto;
  • o Shark RIDILL2 tem o RIDILL 1.2, de outra geração, e duas versões pretas com código diferente: a Blank BLK, brilhante, e a Blank Mat, fosca;
  • o Texx Kaiman aparece como Kaiman Flags e Kaiman Track, pinturas que pesam no preço.

Antes de pagar, procure a palavra “fechado” ou “integral” no anúncio. Integral é o capacete que cobre o queixo. Na dúvida, peça o código do modelo.

O número da cabeça

Capacete grande demais mexe na cabeça e sai do lugar numa pancada. Apertado demais, você não aguenta usar, e ele vai parar na prateleira. O tamanho certo é parte da segurança, não um detalhe de conforto.

O número do capacete costuma ser a volta da cabeça em centímetros, mas nem toda marca diz isso com todas as letras. Aqui a diferença entre os cinco é grande:

  • a Peels publica a tabela inteira do Spike II, do 54 ao 62, com a medida de cada um. O 58 veste de 57 a 58 cm;
  • a Shark dá a medida do M, também de 57 a 58 cm, e ensina a medir: fita na horizontal, uns 2 cm acima das sobrancelhas, por cima das orelhas, duas vezes;
  • a LS2 não põe centímetros na página do Rapid, mas tem uma tabela geral da marca, em que o M veste de 57 a 58 cm;
  • a Texx vende o Kaiman do 54 ao 64 sem medida em centímetros;
  • a EBF vende o New Spark em 56, 58, 60 e 61, também sem medida.

O Kaiman ainda tem fama de vestir justo, com aperto nas bochechas e na testa. Bochecha apertada costuma ceder em poucos dias, porque a espuma se acomoda. Pressão na testa ou no alto da cabeça é o casco, e ela não vai embora. Se sentir isso na prova, suba um número.

A fita mede a volta. O formato da cabeça só a prova responde.

Quanto pesa no pescoço

Os números de peso são da marca, e cada uma mede de um jeito:

  • Peels Spike II: 1.270 g, o mais leve dos cinco;
  • LS2 Rapid: 1.440 g no tamanho médio;
  • Shark RIDILL2: 1.470 g no primeiro tamanho de casco. Como o RIDILL2 tem dois tamanhos de casco e a Shark não diz em qual o 58 fica, a gente trata esse número como piso;
  • Texx Kaiman: 1.560 g, o mais pesado. Parte disso é a viseira solar embutida;
  • EBF New Spark: a marca não informa.

O Rapid e o RIDILL2 têm dois tamanhos de casco. Quem usa número pequeno leva um casco menor, e não um casco grande cheio de espuma.

Diferença de 50 g não decide nada. Diferença de quase 300 g, entre o Spike II e o Kaiman, você sente no fim de uma hora de trânsito.

Embaçado, sol e noite

Viseira embaça porque o ar da sua respiração é quente e úmido, e a viseira está fria. A umidade encosta e vira um véu. É no semáforo, na chuva e no frio que isso aparece, justo quando você mais precisa enxergar. Levantar a viseira para limpar resolve na hora, mas deixa o rosto exposto.

Há duas respostas nos anúncios, e elas não são a mesma coisa:

  • antiembaçante é uma camada aplicada na viseira. O Rapid e o Kaiman informam essa camada na viseira principal;
  • Pinlock é uma segunda lente, fina, presa por dentro da viseira em dois pinos. Uma borda de vedação fecha uma câmara de ar entre as duas, e a lente de dentro não esfria. É o princípio do vidro duplo.

Repare na palavra “preparada”. Viseira preparada para Pinlock tem os pinos, e só. A lente se compra à parte. O Rapid, o Kaiman e o RIDILL2 são preparados. Nenhum dos três diz que a lente vem na caixa. A EBF e a Peels não falam em Pinlock nem em antiembaçante.

No RIDILL2, o tratamento contra embaçado que a Shark descreve é o da viseira solar. Na viseira de fora, quem faz esse papel é a Pinlock, a 70, que é o degrau do meio na escala da fabricante (30, 70 e 120, da cidade ao uso mais duro).

Viseira solar é a lente escura que desce por dentro do capacete, como óculos de sol. O Kaiman e o RIDILL2 têm. A do Kaiman tem 2 mm e filtro UVA e UVB, segundo a Texx. Sem ela, quem pega sol de frente na volta do trabalho troca a viseira transparente por uma escura, e aí precisa trocar de novo quando escurece.

À noite, a regra é uma só: tudo transparente. Viseira fumê, como a que aparece vendida para o Spike II, é para o dia. Entrou no túnel ou o sol se pôs, suba a solar.

Forro, óculos e aparelho

O forro sai e pode ser lavado no EBF, no Spike II e no Rapid, segundo as marcas. No Kaiman, a Texx diz que ele sai, mas não diz se pode ir para a água. No RIDILL2, quem descreve o forro como removível e lavável é a loja, não a Shark.

Quem usa óculos de grau tem um ponto a favor no RIDILL2: a Shark diz que ele aceita óculos. Isso resolve as hastes, não o vapor. Os óculos embaçam por conta própria.

Para intercomunicador, o Kaiman é o único com preparo informado: a Texx fala em espaço para os alto-falantes e passagem para os fios. A Shark cita só os aparelhos feitos para ela. As outras três não tocam no assunto. Se você depende do aparelho para ouvir o GPS, peça a confirmação por escrito antes de comprar.

A conta do arco

Agora sim, o dinheiro. O arco de cada mostrador soma três coisas: o capacete, uma viseira de troca e, quando a viseira aceita, uma lente Pinlock. O trecho escuro é o capacete. O azul forte é o que entra depois. O azul claro mostra até onde a faixa de preço pode ir. A escala é a mesma para os cinco, então dá para comparar o tamanho dos arcos de olho.

Por que essas peças? Porque são as que acabam. A viseira risca, e viseira riscada espalha a luz dos faróis à noite. A lente Pinlock é mais macia que a viseira, risca com facilidade e, com o tempo, encolhe um pouco e perde a vedação. E Pinlock não é peça universal: cada viseira tem a lente do seu formato.

As peças que entram no arco

Viseira risca e lente gasta. Estas são as peças de troca que achamos à venda em outubro de 2026. Peça vendida por revenda aparece como "original" ou "compatível" no anúncio: confira se serve no seu modelo antes de comprar.

Texx Kaiman

  • Lente Pinlockde R$ 110 a R$ 250aparece vendida para o Kaiman
  • Viseira principalnão achamos à venda

LS2 Rapid

  • Viseira de trocade R$ 40 a R$ 90compatível, ou com pinos vendida como original
  • Lente Pinlockpreço não achado

Peels Spike II

  • Viseira fumêperto de R$ 80vendida como original, para o dia
  • Lente Pinlocka Peels não cita

EBF New Spark

  • Viseira de trocade R$ 45 a R$ 80anúncio de revenda
  • Lente Pinlocka EBF não cita

Shark RIDILL2

  • Viseira de trocaperto de R$ 550anúncio de revenda
  • Lente Pinlockperto de R$ 300anúncio de revenda

Lendo os arcos, três coisas saltam:

  • o RIDILL2 não é só o mais caro de comprar. As peças dele custam tanto que a viseira de troca, sozinha, passa do preço de dois EBF inteiros. O arco dele é o único que chega perto do fim da escala;
  • no Kaiman, quem pesa é a lente Pinlock. E a viseira principal dele não apareceu à venda como peça avulsa neste mês. Se ela riscar, a conta ainda está em aberto;
  • o arco do Rapid está mais curto do que deveria. A viseira de troca é barata e fácil de achar, mas o preço da lente Pinlock própria dele a gente não achou. A conta dele leva a viseira e fica sem a lente.

Os arcos do Spike II e do New Spark são curtos porque não há lente Pinlock para somar. Arco curto, aqui, quer dizer conta menor e também menos recurso contra o embaçado.

Um cuidado com as peças: quase todas aparecem em anúncio de revenda, como “original” ou como “compatível”. A gente não conferiu nem uma coisa nem outra. Antes de comprar, compare a foto e o código da peça com os do seu capacete.

O arco é ordem de grandeza, não orçamento. Ele soma uma viseira e uma lente. Quem risca duas viseiras por ano soma duas.

A garantia que se conhece

Das cinco marcas, duas têm garantia conhecida. A Shark publica a mundial: cinco anos para o capacete e dois para as peças, contra defeito de fabricação, com nota fiscal. Se esse prazo vale igual na compra feita aqui, a gente não confirmou. Pergunte ao vendedor e peça a resposta por escrito. A LS2 dá seis meses no Rapid, a partir da nota.

A EBF, a Peels e a Texx não informam o prazo nas páginas lidas. Pergunte na loja.

E repare no que as garantias deixam de fora: conforto, tamanho errado e barulho de vento. São justo as três coisas que mais geram arrependimento em capacete. Nenhum papel resolve isso. Só a prova.

O que faz a conta durar

O capacete mais barato de ter é o que você cuida. Três hábitos mudam o arco:

  • lave com água e sabão neutro. Nada de solvente, gasolina ou produto que arranha. Na lente Pinlock, só água e um pano de microfibra limpo e molhado, e deixe secar em pé;
  • não pendure no retrovisor nem no guidão. Um tombo dali risca a viseira e pode amassar o EPS sem você ver. No RIDILL2, isso vira uma conta alta;
  • guarde a lente com cuidado. Se ela ficar frouxa, os pinos giram para esticar de novo. Gire aos poucos, com a lente fora, até a borda voltar a encostar em toda a volta.

Meu conselho, antes de fechar a compra: meça a cabeça com a fita, confira o nome inteiro no anúncio e peça a foto da etiqueta. Depois olhe o arco. Ele só faz sentido para o capacete certo.