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Capacete para rodar todo dia, faça chuva ou sol

Equipe ComparaTotal de moto · outubro de 2026

Texx Kaiman preto fosco apoiado na bancada de uma oficina, ao lado de uma flanela1ª escolhaTexx Kaiman

Quem usa a moto como transporte não escolhe o tempo. Na mesma semana vem garoa cedo, sol de frente na volta e uma saída depois que escureceu. O capacete de uso diário precisa dar conta das três sem você parar no acostamento para trocar de viseira. Esta página segue essa semana, dia a dia, e só no fim faz a conta.

Segunda: garoa e semáforo

É o pior momento para a viseira. Você para no sinal, o ar quente da respiração bate na viseira fria, e em segundos fica tudo branco. Levantar a viseira resolve, mas deixa o rosto aberto na hora em que o trânsito anda de novo.

Duas coisas ajudam, e uma não substitui a outra. A camada antiembaçante, aplicada na própria viseira, segura o começo do véu. A lente Pinlock vai além: é uma segunda lente presa por dentro, com uma borda que fecha uma câmara de ar, e a parte de dentro não esfria. Para quem roda no frio e na chuva, é a Pinlock que faz a diferença.

Entre os cinco capacetes do site, três aceitam Pinlock: o Texx Kaiman, o LS2 FF353 Rapid e o Shark RIDILL2. Os três trazem também a camada antiembaçante, segundo as marcas. No New Spark e no Spike II, nem a EBF nem a Peels tocam nesses dois recursos.

Quarta: o sol baixo na volta

Fim de tarde, rua no sentido oeste, sol bem na altura dos olhos. Com viseira transparente, você aperta os olhos e enxerga pouco. Com viseira escura, resolve o sol e cria outro problema: meia hora depois escurece, e viseira fumê à noite não serve.

A viseira solar interna resolve isso com um botão. É uma segunda viseira, escura, guardada dentro do casco, que baixa na hora do sol e recolhe quando ele vai embora. O Kaiman e o RIDILL2 têm. No Kaiman, a Texx informa 2 mm e filtro UVA e UVB. O Rapid não tem viseira solar na página da LS2, e quem pega sol de frente todo dia vai sentir essa falta.

Sexta: saída à noite

À noite, a viseira precisa estar limpa e sem risco. Risco que de dia nem aparece espalha a luz dos faróis e cria um brilho em volta de cada carro. Quem roda todo dia risca a viseira mais cedo, de tanto limpar poeira e de tanto apoiar o capacete.

Por isso, aqui, a viseira de troca entra na escolha. Ela não é luxo. É peça que acaba, como pneu.

O que montar em casa, antes de sair

A lente Pinlock é comprada à parte nos três que aceitam. Nenhuma das três marcas diz que ela vem na caixa. Monte em casa, com calma, e não na garagem do trabalho:

  1. tire a viseira do capacete, se o modelo permitir. No Rapid, a troca é rápida, segundo a LS2;
  2. curve a lente com cuidado e encaixe as pontas nos dois pinos;
  3. olhe contra a luz. A borda de silicone tem de encostar na viseira em toda a volta. Se ficar uma fresta, a câmara de ar não fecha e a lente embaça por dentro;
  4. se ficou frouxa, os pinos giram. Tire a lente, gire um pouco, ponha de novo e confira.

Limpe a lente só com água e pano de microfibra. Ela é mais macia que a viseira e risca fácil.

A nossa escolha: Texx Kaiman

É o único dos cinco que atravessa a semana inteira sem você trocar nada. Tem a camada antiembaçante e aceita Pinlock para a garoa. Tem a viseira solar para o sol de frente. E, segundo a Texx, tem espaço para os alto-falantes do intercomunicador e passagem para os fios, para quem ouve o GPS no trajeto. A marca também informa duas certificações: a brasileira e a europeia mais recente.

Dois cuidados. O Kaiman é o mais pesado do grupo, com 1.560 g. E ele tem fama de vestir justo nas bochechas e na testa. A bochecha costuma ceder com o uso, mas pressão na testa não vai embora. Na dúvida entre dois números, prove o maior.

A segunda opção: LS2 FF353 Rapid

Se o sol de frente não faz parte da sua rotina, o Rapid resolve o resto. Tem a camada antiembaçante, aceita Pinlock e o forro sai para lavar, o que pesa para quem sua no capacete todo dia. A troca da viseira é rápida, e a de reposição custa pouco perto do capacete. Para quem risca uma viseira por ano, isso soma.

O que falta nele: viseira solar e espaço para intercomunicador, que a LS2 não cita. E o preço muda com a pintura. O mesmo Rapid aparece bem mais caro só pelo desenho. Se a cor lisa serve, comece por ela.

E os outros três?

  • Shark RIDILL2. Tem tudo o que a semana pede, e a Shark diz que ele aceita óculos. O problema é a manutenção. A viseira de troca dele custa mais que dois EBF inteiros, e quem roda todo dia risca mais. Aqui, essa conta pesa.
  • Peels Spike II e EBF New Spark. São boas compras para começar, mas nenhuma das duas marcas fala em antiembaçante ou Pinlock. Na segunda-feira de garoa, isso faz falta.

Quando a conta vira contra

O Kaiman e o Rapid custam quase o mesmo. O que separa os dois no arco é a peça que cada um soma. No Kaiman, a lente Pinlock, na versão mais cara, custa perto de um terço do capacete, e a viseira de fora dele não estava sendo vendida sozinha neste mês. No Rapid, a viseira de troca é barata, mas a lente Pinlock feita para ele ficou sem preço conhecido. Os dois arcos têm um pedaço em aberto.

Se você só tira a moto no fim de semana, metade do que o Kaiman traz fica parado. Aí o Spike II faz mais sentido, e a página do primeiro capacete explica por quê.